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  FFJBV lança campanha contra o crack
No dia 15 de março, exatamente às 10 horas, durante o programa Bate-Rebate da rádio São Francisco AM, a Fundação Frei João Batista Vogel lançou um dos seus maiores desafios, a campanha ‘Diga não ao crack: apresentando soluções’. A luta contra esta droga que é um problema de saúde pública não é nada fácil, pois envolve um tráfico organizado mundial, que usa de todas as ‘armas’ para convencer crianças e adolescentes a se tornar usuários e traficantes.

No entanto, mesmo diante da complexidade do problema, e das dificuldades que serão encontradas durante todo o percurso, a FFJBV não se omitiu em lançar a campanha. E para isto, buscou parceiros como o Juizado da Infância e Juventude, Ministério Público e a Cruzada pela Dignidade.

As emissoras São Francisco AM e 96 FM estarão durante toda a sua programação falando sobre o tema, por meio de entrevistas, boletins informativos, depoimentos, e outros. A realização de eventos e encontros também faz parte da programação de atividades.

Durante o lançamento, o promotor da Infância e Juventude, Carlos Alexandre Marques enfatizou este desafio da Fundação. “Acredito que seja o maior de todos”, ressaltou. Na sua avaliação, discutir o problema é fácil, o difícil é resolver. “As famílias estão desesperadas e não sabem como resolver o problema de filhos viciados em crack, são todos marcados pelo medo. A vida de todos se torna um inferno, pois a droga escraviza a família inteira”, lamenta.

De acordo com o promotor, a droga está disseminada em todos os lugares da cidade, e o desafio é enfrentar esta realidade. “Como vamos trabalhar esta campanha? Queremos salvar esta geração ou a próxima? As comunidades terapêuticas têm estrutura de atendimento? Como a família pode contribuir para evitar que o jovem entre no mundo das drogas?”, foram alguns dos seus questionamentos.

Abandono – O Juiz da Infância e Juventude, Carlos José Limongi, informa que um levantamento realizado no Centro de Internação revelou que 20% dos internos, a mãe se mudou para o exterior, em busca de trabalho. “É um dado preocupante”, enfatizou. E os resultados deste suposto abandono, é sentido pela criança que fica rotulada e marginalizada na escola. “Eles são presas fáceis para o mundo das drogas”, observa.

Durante o lançamento, Carlos Limongi fez questão de dizer que em uma campanha como esta o importante é a união: “todos os veículos de comunicação, padres, pastores, comunidade em geral, instituições, devem atuar em parceria”. E enfatizou: “devemos formar uma grande rede do bem, uma grande força para combater este mal que é o crack”.

Atividades da campanha

1.Depoimentos – A família pede socorro
As emissoras irão veicular depoimentos de usuários de crack e familiares, para demonstrar o que a droga faz com o ser humano e com as pessoas próximas a ele.

2.Entrevistas
Opinião de pessoas que trabalharam diariamente com usuários de crack. Membros do Judiciário, Ministério Público, Delegados, Polícia Militar, profissionais de saúde e outros.

3.Boletins informativos
Leitura de textos informativos sobre a droga, para que a sociedade conheça o que ela é, e os danos que causa ao indivíduo.

4.Concurso de Redação
Será promovido nas escolas estaduais, municipais e particulares que tiverem interesse de participar. Em breve, o regulamento será divulgado.

5.Site
A internet será utilizada para promover debate e interação. Espaço para que as pessoas possam postar depoimentos e contribuir com a discussão.

6.Seminário
Promover um grande debate entre todos os membros da rede que atuam em combate as drogas. Ainda serão definidos a data, local e horário.

Foto: Juiz Carlos Limongi e promotor Carlos Alexandre Marques, nos estúdios da rádio São Francisco AM

 
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