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FFJBV conhece o projeto Viva Vida |
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Na tarde de quarta-feira, 16, o presidente da Fundação Frei João Batista Vogel, Frei Wanderley Carvalho do Couto visitou as instalações do projeto Viva Vida, que acolhe crianças e adolescentes usuárias de crack, encaminhados pelo Juizado da Infância e Juventude. A primeira impressão foi positiva: “observei que o lugar é bem montado para o trabalho que se propõe. A estrutura é excelente, comporta mais de 50 reeducandos”. Ele elogiou também a equipe de trabalho composta de membros da Associação Beneficente Jesus Libertador e o apoio financeiro da Prefeitura Municipal. O administrador da Fundação, Victor França; a coordenadora de Comunicação e Projetos Sociais, Leticia Jury; e o coordenador de jornalismo da São Francisco AM, Lucivan Machado, também participaram da visita.
O diretor do Viva Vida, José Osmar Soares, apresentou as instalações (antigo Aprendizado Agrícola que estava desativado), falou sobre o regulamento da casa, o programa de acolhimento e como se dá o tratamento dos adolescentes. “Já realizamos este trabalho para maiores de 18 anos por meio da chácara Jesus Cura”, informou.
Os beneficiados do projeto são encaminhados pelo Juizado da Infância e Juventude. Por isto, os pais devem buscar orientações junto ao juiz Carlos José Limongi Sterse. A criança ou adolescente deve ficar na casa por nove meses, em seguida é feita a graduação, a devolução para a sociedade.
José Osmar define a situação do menor quando chega ao local como “degradante”. Segundo o diretor, a aparência física é semelhante a de um portador do HIV. “Como o usuário de crack não tem fome, não dorme, vagueia pela noite, ele fica muito magro. Além disto tem uma alma, um espírito desestruturado. Não conhece a Deus”, detalha.
Quanto a recuperação, José Osmar é otimista. Ele aposta que 60% das crianças e adolescentes do projeto serão recuperados. Segundo estatísticas nacionais, apenas 20% dos usuários de crack conseguem se livrar da droga.
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